segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Do meu direito de mudar (literalmente)


Olá, aproximadamente 159 pessoas que visitam meu blog quando posto algo novo, mas não deixam recado nenhum! Vim aqui pra registrar que sim, as coisas mudam, mesmo com planejamento.

Eu voltei pra Guarulhos, pra quem ainda não sabia. Pensei que ia ser mais traumático, mas é bizarro como eu consegui resolver tudo em 15 dias pra vir pra cá, e como eu já me sinto em casa aqui. Teve uma época, e não faz muito tempo, que eu dizia que Manaus era meu lugar, que eu sairia de lá por 3 motivos. Vejam só, 2 deles me trouxeram pra cá quando eu mais achei que fosse improvável.
Saudade foi uma coisa que sempre me acompanhou, desde que me entendo por gente (e falei isso no meu primeiro post aqui, inclusive), e claro que dessa vez não ta sendo diferente. Fiz amigos em Manaus que considero minha família e sinto bastante por não ter mais aquela certeza que, a qualquer momento meu celular vai tocar e vai ser algum dos meus amigos perguntando o que eu to fazendo, que vão passar lá em casa pra me buscar, ou pra ir me dar “oi”.

Bom, eu já fiz bastante coisa aqui em Sampa, e ao mesmo tempo quase nada. Já me perdi, e cheguei à conclusão que o GPS do Google é melhor que qualquer outro e que eu preciso levar um armário comigo porque o tempo muda toda hora! Faz muito sentido agora as pessoas falando sem parar sobre o tempo, em elevadores (e eu continuo me incomodando com isso)
Aliás, eu continuo me incomodando com algumas coisas, como dizer que morei em Manaus e as pessoas olharem pra mim como se eu fosse um ET “Manaaus? Nooossa, que looonge!”, quando falam “Nossa, mas você não deveria ter ido embora!!! São Paulo, cidade maluca!”, com gente que não dá seta e com periguete. Aprendi que gente assim tem em todo lugar. Mesmo. E mais, pra te puxar pra baixo tem um milhão, mas pra te darem uma mãozinha pra subir... Mas eu tento ver o lado bom de tudo, sempre.

Falando em planos, claro, pra não deixar de ser “eu”, eu tenho um monte e eles continuam mais ou menos os mesmos, só que na realidade daqui, agora. Eu continuo, na verdade, a mesma Aline. Positiva, rindo das próprias desgraças, fazendo piada de quase tudo, com dificuldade de escolher o que quero comer, olhando pra barriga da professora na academia e lutando pra continuar perdendo 4kg/mês, colocando meus amigos como prioridade, usando meu óculos de uma perna só a noite, lendo 2 páginas de 2 livros por dia (na viagem que fiz eu li mais que isso! Palmas pra mim!), errando no arroz, fazendo set list pra tomar banho e escovando os dentes 2 vezes seguidas antes de dormir. 

Acho que o que o que realmente mudou é que eu não reclamo mais de calor e não posso mais andar pelada pela casa... Mas esses grandes detalhes estão sendo recompensados por ter meu pais por perto.
Eu brinco sempre no twitter que desisti do amor, mas essa é a maior falácia da minha vida. Também continuo a mesma coração mole de sempre, com alguns pés atrás, lógico, mas querendo um homem pra chamar de “meu” sem muita possessividade e com direito a todos aqueles “felizes para sempre”.

O pulsante levou uma injeção de novidades e tá tentando assimilar tudo da melhor forma. Eu me sinto livre. Livre no sentido de aberta pra aceitar e me permitir coisas boas e novas.
Eu desejo o mesmo pra vocês que torceram por mim.

domingo, 21 de agosto de 2011

Agora? Já?

Não demorou muito e, no fundo, eu já sabia a resposta.
I dont belong this place anymore.
Estava escrevendo no meu editor de meditação (sim, eu tenho essas frescuras) e parei pra pensar sobre tudo do post anterior. Nunca gostei dos caminhos mais curtos, das coisas mais fáceis.
Planejar as coisas sempre foi bom pra mim. As vezes as coisas não saem como eu imaginava, mas sempre que muda, de uma forma ou de outra é pra minha melhora.
Acho que vou antecipar minha ida. Não vai ter despedida porque não quero ninguém triste!

Dentre outras coisas, eu não parei de acreditar em amor. Parei de acreditar no amor que os outros descrevem. Outra conclusão que...Só entrando na minha cabeça pra entender.

Tenho dito insônia. Só consigo dormir depois de 1 da manhã e isso tá sendo ruim. Acho que é ansiedade pro final do ano. Tô meio tacando o foda-se pro que eu não quero, sendo um pouco mais egoísta, porque tava pensando em tudo, em todos, menos em mim.

Tá. Escrevi tudo isso. Já é o final do ano?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

E aos 10 do segundo tempo...

Ninguém disse mesmo que seria fácil, muito menos que seria tão difícil.

Eu tô morando só. Sozinha, mesmo.

A parte legal de morar sozinha eu já curti em 2009. Aquela curta ilusão que você vai fazer tudo o que quiser, chegar mais tarde, não dar satisfação a ninguém, festinhas e tudo mais. Depois a responsabilidade enfim te pega de jeito, e isso em pouco tempo!

Agora que estou sem meu irmão, já comecei até a falar sozinha. Ontem disse pro ar condicionado gelar logo porque tava calor, dei bom dia pros desenhos das minhas canecas e briguei com o microondas que estava demorando muito.

Eu sinto falta, por mais besta que possa parecer, de conversar com alguém quando chego em casa...Eu digo, conversar, falar, não por telefone nem internet. De fazer comida pra mais alguém, de escutar, de saber que tem alguém no quarto ao lado,de saber que não sou só eu e Deus pra pagar minhas contas, de não ter TANTA responsabilidade assim! Poxa, eu tenho 25 anos!

9 anos de Manaus. 8 anos que eu não considerava uma possibilidade. Final de 2012 “ta aí” e a cada dia eu tenho mais certeza. Aqui foi o meu lugar, e um bom filho deve retornar à casa.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

No place for a paper doll


Espelho. Feito aqueles sem distorção nenhuma. Somente você, sem maquiagem, sem efeito, sem música bonita no fundo, sem moldura de porta retrato. É a paz. É você e tudo que só você sabe sobre o que viveu, as dificuldades que passou, as alegrias, as dores...

Hoje eu recebi 5 presentes: 3 respostas, 1 oportunidade e 1 desafio.
Que eu saiba aproveitar ao máximo!

Já diria Rachael Yamagata: There is no place for a paper doll.

Everybody's got their own philosophy
And I can't wait 'til I
Find one coming to me
Oh, the bridge is narrow
You better not look down
'Cause as soon as you jump over
You won't find nobody around
Oh, the bridge is narrow
And you've got so far to fall
And you know down in dirty water's
No place for a paper doll

terça-feira, 12 de julho de 2011

25 anos!


1/4 de século e blablabla!

o/
Poderia fazer uma lista da série "E ai eu aprendi que", mas reservo o direito de não dizer muita coisa.

Tenho os melhores amigos que eu poderia ter, a família que Deus me deu e o trabalho que eu sempre sonhei.

Não posso reclamar dos meus 24 anos porque, apesar dos pesares, eu gostei bastante e cresci muito como pessoa, mas eu gosto mais de anos ímpares e boto fé que esse vai ser muito melhor. =)

sábado, 4 de junho de 2011

Semana inexplicavelmente inexplicável.

Sabe aquela história que você precisa ter muito cuidado com o que pede?
Eu peço e ganho demais.
Ganho demais mas tudo errado.
"Errado" porque não é o jeito que eu acho certo.
E o que é certo pra mim?
O que é o certo?
Acomodar? Agir?
Até quando?


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quem é amigo avisa!

Eu já disse que vou escrever um livro com as coisas bizarras que me acontecem, né?!
Escreverei, mas acho que ainda não tenho histórias suficientes...mesmo assim, como eu sou muito legal – diz que não e leva dois jabs e um direto na fuça – decidi dar umas dicas, mais pros meus leitores masculinos – que eu descobri que tem muito homem vindo aqui – do que pras leitoras kundsays!

Antes de tudo quero dizer pra quem não me conhece que a minha diversão é transformar as merdas que acontecem na minha vida em piadas para a turma. É por isso que falam “pra ficar com a Vilela é preciso se garantir” porque se você resolver me sacanear, filho, ta fudido.
E ah, se você se reconheceu/identificou com alguma das histórias, eu só lamento. Se tiver algo pra reclamar, deixa ai um comentário e se entrega. ;)

1- Não interessa se você é médico da marinha ou cantor de alguma banda – falida – da cidade. Isso não é argumento pra conquistar ninguém (eu to falando de gente, e não de piriguetes)

2- NUNCA vire de quatro pra mulher nenhuma e diga: “min domina”. Principalmente se for a primeira - tentativa - transa de vocês.

3- Quando uma mulher estiver semi-nua do seu lado, a última coisa que você pode fazer é ler gibi no ipad.

4- Se você marca um encontro com uma mulher pela primeira vez e furar, ela certamente vai ficar chateada, mas vai entender. Se isso acontece na segunda vez saiba que você vai ser o “viadinho pau pequeno” nas conversas dela com as amigas.

5- Pau pequeno não é defeito. Se você souber usar a gente vai até falar que ele é “digno”

6- As mulheres falam de tamanho SIM. Todas as amigas da sua namorada/ficante/esposa sabem o tamanho do seu pau. Conviva com isso.

7- Se você tem um pau gigante e não se importa se está machucando ou não, vamos tratá-lo como se tivesse pau pequeno e você vai ficar na mão.

8- NUNCA dê um gemido maior que a mulher que você está comendo.

9- NUNCA espalhe seu “líquido” no seu próprio tórax.

10- Se você broxou, problema seu, não meu, então dá teu jeito ou vai ser tópico de blog de menina ruiva.

(Essas histórias não aconteceram comigo. Ou sim)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

É impossível ser melhor

Hoje conheci essa cantora através de um post no Facebook de um amigo meu.
Adorei!
O clipe tem roteiro, criatividade e uma ótima edição.
A letra fala por si só!

;)


Hoje enfim eu dei o fora
(Bem na hora)
Arranquei a amarra
Vou cair na farra
Tchau!

Hoje não tem fria
Não tem freio, não tem fila
Não tem fardo -
É feriado pessoal
Hoje eu dei no pé
Te dei um pé
Só peço um doce vento
E pra você, um pouco mais de sal

Hoje o sol declara o fim da guerra
E não vou dar o troco:
Tu foi muito pouco
Pra eu ficar fazendo carnaval

Hoje o mundo gira
Eu viro a mesa
O tempo passa
Ficar contigo deu despesas
Te deixar vai ser de graça
Hoje o mundo gira
Que beleza: A gente passa!
Ficar contigo deu despesa
Te deixar vai ser de graça
E além de chato já perdeu a graça

E se quiser saber se eu fico bem assim,
Confie em mim:
É impossível ser melhor
Muito ajuda quem não atrapalha
Em qualquer canto tem outro canalha
Eu não fico só


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Certezas?

Não sou de citar poemas, mas o Marinho - a íntima - consegue, nas mais simples palavras, traduzir um universo de sentimentos. Um pedacinho do poema "Certezas"

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.

Mário Quintana


terça-feira, 3 de maio de 2011

Dor


Eu achava bonito quando falavam "a ferida que não cura".

Agora eu sei exatamente como é isso.

Preciso internalizar que eu simplesmente não nasci pra algumas coisas.