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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Parece

A verdade é que eu odeio saber que sou parecida com alguém. Até fisicamente. Odeio sofrer expectativas baseadas no que as pessoas acham que eu posso ser. Odeio ver que sou parecida com alguém que, sabe Deus, eu não gosto, ou supostamente não deveria gostar. Eu acabo me cobrando demais, e ao mesmo tempo esquecendo de mim. É complexo, né? Não seria eu, se não fosse.

Por outro lado, eu odeio ter dúvidas. (E eu passo a perceber que eu odeio muita coisa...) Será que as pessoas gostam de mim ou gostam do que eu pareço ser ou do que elas acham que eu posso ser? Não sou insegura. Eu gosto de mim assim, desse meu jeitinho, e procuro acertar os pontos do que vejo que preciso melhorar, mas é esse olhar pra cima e perguntar “até quando” que me mata.

Até quando eu vou conseguir aceitar as coisas como são? Até quando não vou me importar e não esperar que algo dê certo pra mim e só deixar as coisas acontecerem? Eu tenho feito isso, eu tento ver tudo pelo lado positivo mas ó, cansa, viu? Em todos os aspectos.

Não tenho mais 15 anos, mas o meu único medo na vida continua o mesmo. Talvez ter amadurecido cedo demais não tenha sido tão bom assim quanto parece. As pessoas têm medo disso. Dia após dia vejo que ninguém quer isso pra si, e as que dizem que querem, não agem como tal.

E aí eu sou parecida com fulano, sou como outro sei lá quem. Não, eu não sou. No meu mundo não existe lugar pra uma Paper Doll, parafraseando Rachael Yamagata. E até onde isso é bom? Perspectiva, eu também te odeio.


That's fine
That's good
That's nice

I understand the price
The cost of craving dark
instead of light
I flip a coin to see if you still care tonight

sábado, 4 de junho de 2011

Semana inexplicavelmente inexplicável.

Sabe aquela história que você precisa ter muito cuidado com o que pede?
Eu peço e ganho demais.
Ganho demais mas tudo errado.
"Errado" porque não é o jeito que eu acho certo.
E o que é certo pra mim?
O que é o certo?
Acomodar? Agir?
Até quando?


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Crise


Sinto a falta do meu note. Esses dias, sozinha em casa, várias coisas me passaram pela cabeça. Queria escrever aqui. Com certeza teria sido mais intenso ontem, mas vamos lá.

Muitas vezes deixo a emoção tomar conta de mim e esqueço dos meus objetivos.
Fico chateada quando leio ou escuto comentários de pessoas que não entendem o Blog. Cada um é livre pra escrever o que quiser. Já li blog sobre política, sobre moda, enfim... Eu escrevo pra mim. Muito do que escrevo quase ninguém entende, porque não participam da minha vida. Meu objetivo não é "aparecer". É legal ver os posts antigos, ver as situações que já passei, como consegui contornar, exercitar a escrita. É o meu pulsante, exposto da maneira que me dá na telha. Enfim. Sem mais justificativas...

A vida é feita de escolhas. Ai, que fato mais filho da puta!
Um "sim" ou um "não" definem tanta coisa. Até um "talvez" muda tudo.
Ia ser tão mais fácil se a vida viesse com um manual de instruções...Mas na verdade eu não sei qual seria o melhor tipo de vida pra mim e nunca vou poder saber
Cansei de cobranças, cansei de cobrar. Não que eu tenha desistido, mas eu tô cansada!
Sim, sou impaciente. Odeio esperar, coisa que mais tenho feito na vida.
Sim, um ato simples e decisivo poderia acabar com toda essa agonia, mas será que vale a pena? E esperar, vale a pena?

What am i? E o cronograma que fiz pra minha vida? Eu devo mesmo entregar tudo pro destino e agir por impulso?
Ou...eu tô reclamando de barriga cheia? Por que eu não me contento com o que a vida tá me oferecendo? Que TPM permanente é essa?
Confesso que muito é influência da minha vida amorosa, que ainda não se resolveu, que hora tá uma maravilha, hora tá uma merda. Esse tipo de coisa me afeta completamente.
Me sinto insegura. (preciso ler novamente o meu "Mini Manual da Mulher Bem Resolvida" e fazer o "Mini Manual da Mulher Segura"
Me julgo. Sinto inveja de - muitas - coisas que não gostaria. Sinto nojo de mim por isso.
Eu acho que tô em crise. Tô?
Nossa, que bosta.