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quinta-feira, 31 de março de 2011

Branco

Eu abri a página de edição do blog pra escrever muita coisa.

Parei com os dedos em cima das letras "D" e "O". Certamente, como não de costume, ia escrever algo do tipo "DO meu direito de alguma coisa"

Lembrei que o que queria dizer é quase o que já foi dito no post Chiclete.
Dessa vez eu me sinto como um Dorflex, na verdade.

Pode ser que eu esteja errada. Na verdade, na maioria das situações não existe o certo e o errado. Pra mim, existe o que eu sinto, e só eu sei.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Chiclete

Mascando um chicletinho vagabundo que comprei no sinal formei mais uma metáfora aparentemente ridícula da vida. Acho digno ir pra minha coleção.

O Chiclete. No começo parece até doce. Dai você tem que ir ruminando, ruminando até tornar aquela coisa sem gosto, emborrachada e sem graça. Muitas vezes até esquecemos que ele tá na boca. Uns mastigam pra enganar a fome, outros pra passar o tempo ou até fazer pinta de descolado.
E a bola? Ah...abusam mesmo até estourar. Se não dá certo, tentam puxar mais um pouco e denovo..uma bola enorme pra fazer um barulhão quando estourar. Quando gruda no dente e não quer sair de forma alguma é constrangedor. Fica lá incomodando até você conseguir um lugar onde não tenha ninguém pra se livrar.
Já vi gente guardar o chiclete na geladeira pra poder comer outra coisa e esquecer lá por dias. Dá nojo, né? Quando perde totalmente o gosto a gente cospe. Natural.

Eu já fui o chiclete de muita gente e confesso que já mastiguei algumas pessoas. Dói, viu? E é desconfortável e humilhante. Seria bom se o chiclete viesse com manual de instrução, restrições ou fabricados em farmácias de manipulação, mas no fim das contas são todos iguais. A marca muda, o sabor e o formato também. Uns duram mais, outros algumas mordidas apenas.

Mãe sabe das coisas quando diz que chiclete faz mal pros dentes, né?