quarta-feira, 25 de março de 2015

Estavam todos certos

Passa, sabe?
Passa aquela vontade de sair loucamente como se não houvesse o amanhã. Beber religiosamente - e a gente entende que é um termo bem idiota - todo final de semana. De curtir a noite como se fosse a última. De se arrumar pros outros, e não pra você mesma.
Aquela insegurança, de saber se você vai ou não ser bem sucedida, ou se vão te aceitar do jeito que você é, ou se vai cumprir sua "promessa" de casar antes dos 30? Passa também.
Bom, eu não sou uma pessoa consumista, então não vou te dizer que a vontade de comprar 10 pares de sapatos vai passar, mas creio que vai diminuir.

Passa, mas não é ruim. Sua vida vai tomando rumo, você entende que as responsabilidades aumentaram porque você amadureceu e entende, principalmente, que isso não significa estar velha e chata. Esse pensamento também passa.

A gente cresce escutando nossas tias dizendo "nossa, sou tia, credo" ou "nossa, já vou fazer 30! TRINTA? Afff" e internalizamos isso como algo ruim. Ah, passa! Passa porque você entende que ser tia é uma delícia. Agradece, aliás, por não ter casado com aquele ex-namorado que você tinha "certeza absoluta" que ele era a razão, a verdade e a vida.

Aquela raivinha que você tinha da amiga da quarta-serie que te chamou de gorda e todo mundo riu, passa. Aliás, passa o trauma de todo bulling que você sofreu na escola.
Aquele medo de tentar coisas novas, de ser influenciada pelo que as pessoas gostariam que você fizesse, deixando isso passar por cima do que você quer ser ou fazer, também.

Se ainda não passou, vai passar. Faz passar, dá uma acelerada. Corre que vale a pena. Vai perceber que é verdade o que diziam anos atrás.

Passa até aquela vontade de ser do contra e de ser ouvida. Dá preguiça chamar atenção de quem, na verdade, nem se importa com sua opinião. Já disse aqui uma vez: concorda pra ser feliz. Vai saber quando argumentar sobre e com quem vale a pena.

É uma liberdade que não tem preço. E depois? Outras preocupações, outros medos, outros desafios que eu tô descobrindo, ainda. Mas o legal é que vai passar. Essa é a graça!

domingo, 25 de agosto de 2013

Só um minutinho


“Tenho” que ser linda, simpática, magra, gostosa, bem sucedida, independente, carinhosa, compromissada, casual, sexy e exclusiva. Também “preciso” falar de futebol, maquiagem, economia, Leminski e Veríssimo. “Devo” me vestir bem, estar com o cabelo sempre arrumadíssimo, andar de salto alto. Não falar alto, não gesticular demais.
Medir as palavras, não falar demais. Escutar, entender, concordar e, se for pra discordar, que não seja uma opinião totalmente diferente; não decepcionar, não argumentar meu ponto de vista com muita veemência pra não parecer chata ou dar a ideia que estou querendo convencer de que a minha opinião é a verdade absoluta. Belo ponto, aliás: pensar sempre no que o outro pensa sobre os meus pensamentos.

Fala pra mim o que é essa necessidade, essa projeção. Essa espera pela perfeição. Essa contestação de tudo se nem sabe o que realmente quer pra si.
Mas tem horas que eu só preciso não ser nada, por ninguém, só pra mim, só um minutinho.

Não, olhando por mais de meia hora pra esse texto que escrevi em 2 minutos, preciso de bem mais que um minutinho.

Aline Vilela. 26/08/13

02:37.

domingo, 10 de março de 2013

Mas o quê eu não sei mais.


5 meses sumida do blog. Muitas coisas aconteceram, sonhos se realizaram, paixões vieram e se foram, mas no geral eu continuo a mesma.

Conheci uma pessoa sensacional, a Carol, e hoje moro em São Paulo com ela. Tudo bem mais perto, agora. A vida tem se resumido em trabalho, faculdade, academia – sim, eu saí da vida sedentária! –, amigos e planos pra aproveitar a vida. Viagens para lugares que não conheço ainda, principalmente.
Aprendi bastante coisa. Ter paciências com o que eu sei que não vai mudar, foi uma delas. Let it be, no pulso direito, pra não esquecer disso, sempre.

Deixar pra trás o que me faz mal, e mesmo que isso envolva pessoas. Pode parecer bem egoísta, mas escolhi por deixar participar da minha vida quem tem os mesmos princípios que eu. A gente se decepciona, muitas vezes, e tem hora que dá pra deixar pra lá, tem hora que é melhor deixar de vez, mesmo.
Aprendi que preciso desconfiar MUITO quando tudo tá muito fácil.

Mas acho que o maior aprendizado é que tem coisas que eu realmente não quero aprender. Eu sei dos riscos, das consequências, e vou lá. Atravesso a ponte, mas não corto a corda. Eu não me iludo, me iludo mesmo. Como vou fazer pra parar com essa patifaria? Esse auto bullying? Eu-não-sei. Dizem que reconhecer um erro é o primeiro passo pra não errar mais. Já tô nesse primeiro passo, agora só falta ser mais forte.

O que eu sinto continua fazendo sentido só pro pulsante. Não consigo colocar em palavras. As atitudes, muitas vezes, são tão ridículas que o meu lado racional quase não acredita das minhas capacidades de fazer-falar-escrever merda. Talvez seja mesmo algo pra evoluir... Isso que eu não sei definir bem, mesmo pensando sobre isso durante toda tarde.
“Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê eu não sei mais.”

Voltarei com os posts engraçados, os que só eu entendo, e todo o resto :) . 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

É um bom dia para salvar vidas


Sabe quando a gente era criança e ralava o joelho, daí vinha a mãe e soprava e a dor passava feito mágica? Foi o primeiro parágrafo de uma troca de e-mails de uma das minhas melhores amigas, essa semana, enquanto eu a confortava.

Fiquei feliz por saber que, no meio de tanta confusão, eu consigo confortar alguém. Poderia ser fácil fazer isso com a gente mesmo, né? Ao longo do tempo eu aprendi – eu sei que não é essa a palavra – a ser fria, e mais contida. Não falar muito o que sinto pra todo mundo, e tentar segurar a barra, seja lá do que for. E olha, tem horas que a gente não aguenta, e explode.

Morrer por causa de “e se”? Disso eu não morro, mesmo. Certeza. E é o que me faz fechar os olhos todas as noites. Viver ali, com algo empatando, com coisa mal resolvida, nunca foi preferência, e é por isso que eu tenho a “capacidade de reciclar o que não presta e fazer disso uma coisa boa” – frase de outro amigo - pra mim. Mas demora, viu. Às vezes, demora, melhor dizendo.

Eu me cobro tanto, e queria fazer tanto mais por mim, mas no final do dia eu vejo que tô me doando, seja pro trabalho, pra amigos, pra família, mas é algo meu. Não consigo simplesmente desligar do mundo, ser egoísta e pensar só em mim, nas minhas vontades, nos meus problemas... Penso que é o que me faz crescer. É o que me faz ser humano. Ter um tempo pra mim não é prioridade, porque sou responsável pelo que conquisto, por tudo que está em minha volta.

E eu acabo ficando bem? Não, porque eu nunca acabo, e é isso que me faz ter certeza que vou me confortar. Eu não paro no tempo. Eu corro atrás dele. Só tenho que me lembrar de que é o tempo que vale a pena, e não quem fica nele.

E hoje é sim um bom dia para salvar vidas. A minha, ao menos.

domingo, 10 de junho de 2012

Sobre o que é um namoro.


Já faz um tempinho que estou sumida do blog e muitas amigas cobram as minhas ironias...hahaha Aproveito então o dia dos namorados que está chegando, pra atualizar com um texto, pensamentos soltos na verdade, do que é e o que não é um namoro, na minha visão.

Pra mim, um namoro não é ter alguém com que você se sinta à vontade, que faz você rir, que te dá um ombro quando você precisa, que te liga perguntando como você está, que te convida pra ir ao cinema ou um show que você adora, que diz que sente saudades, que consegue passar horas em silêncio do seu lado sem que você se sinta desconfortável ou que passa o dia inteiro conversando com você em whatsapp, facebook, whatever. Isso se chama “amizade”. Um namoro é isso, claro + um tesão absurdo incontrolável E o desejo e a projeção de um futuro com aquela pessoa, se imaginar todos os dias da sua vida com aquele alguém que te acrescenta intelectualidades, sentimentos, vontade de vontade de viver e tudo mais que o dinheiro não pode comprar, aceitando sua forma de ser e seus defeitos dentro do seu limite.


Um namoro precisa sim ser baseado na amizade, mas só isso não é o bastante. As afinidades precisam estar bem definidas, transparentes pra que duas pessoas consigam seguir um relacionamento. Muitas vezes ficamos anos com pessoas que achamos que conhecemos, mas somos influenciados diariamente por fatores aparentemente pequenininhos (e eu já falei sobre isso aqui), mas não temos noção de como podemos mudar.


Fora isso, gostaria de citar que existem as coisas que não conseguimos suportar em um relacionamento. Essa dica vai especial para os homens! Agradeço às fofas que comentaram no meu facebook há pouco, Ellen Amazonas, Silvia Maria, Shayene, Rebeca Maria, Monique Bastos, Helen Brito e Natália Tupinambá que ajudaram na DIFÍCIL – só que não – tarefa de escolher o que é pior: 1- Homem bipolar, 2- Homem com DDA ou 3- Homem com insuficiência sexual.  A opção 3 ganhou com unanimidade, o que só reforça o que eu sempre digo:  meu amigo, de nada adianta você ter dinheiro e um pau mole! Se você é desses, saiba que ninguém vai durar muito tempo com você, ou até vai, se você arrumar uma namorada interesseira que vai te meter o chifre até o fim da eternidade. 
Agora, se você possui essas 3 características (e eu não vou ficar aqui explicando o que é cada uma, procure no Google se for mau informado) procure ajuda, porque você não vai longe, companheiro! 


Amor incondicional só mesmo o de família. Ninguém é obrigado a aguentar seus defeitos por “amor”. E sobre defeitos, existem os aceitáveis e os não-aceitáveis, pra cada um. Coisa de princípios e criação, mas isso eu falo em outro post.


Quero que todos vocês que veem aqui tenham um excelente dia dos namorados! Para quem é casado, namora ou é solteiro... Amigas, inspirem-se nessa música. Joe Cocker sabe das coisas. Então, honrem o poder de vocês (mas só pra quem merece, lógico). Façam o que eu digo e façam o que eu faço. Haha ;)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A menina no metrô

A menina do metrô tava bem desesperada. O vagão inteiro escutava atentamente seus gritos, sem disfarçar muito. Eu peguei o trem andando e sentei na janelinha. Escutei só o final da conversa/monólogo. Foi mais ou menos isso:

"...não me dá atenção! Você não responde nenhuma mensagem minha durante o dia! Eu te ligo o dia inteiro e as vezes você nem me atende. Será que não pode atender o telefone no trabalho? Que dedicação é essa? E aí, quando você chega da faculdade, diz que tá cansado e não pode ir lá me ver. Então pra quê a gente namora? Odeio quando você chega em casa e me liga sóó depois que tomou banho, que comeu, e aí eu pergunto como foi no seu trabalho e você só diz "foi tudo bem". Eu quero saber o que você fez no trabalho! Porque você tem tempo de responder os recadinhos daquelas suas amiguinhas no facebook, mas não tem tempo de colocar foto nossa lá, de me fazer declarações. Você não faz uma declaração pra mim. Uma vez ou outra na semana e só! Eu já tô cansada dessa falta de atenção..."

E saí do metrô, depois de 7 estações...

Depois, depois...

História verídica. Ela era branca, tinha a voz da Vovó Mafalda e usava Crocs.)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Des

Desmotivada.
Descrente.
Desanimada.
Dependente.
Denegrida.
Desacostumada.

Um dia eu vou saber por que é tão difícil ter UM dia de paz. UM dia de felicidade completa.
Um dia.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Serenidade, coragem e sabedoria.


Eu poderia começar dizendo que esse ano foi uma merda, porque foi mesmo, mas... Não. Eu começo dizendo que 2011 foi, sem dúvida alguma, uma merda, MAS tudo tem o lado bom e o ruim. A gente aprende com as merdas que acontecem – ao menos a gente entende que aquilo não deve se repetir, agir de forma diferente daí já tá em outro nível – e não posso ser tão egoísta ao ponto de não reconhecer o que aconteceu de bom.

Aconteceu tanta coisa. Tanta. Mas posso citar as que mais me afetaram, negativa e positivamente.

Conheci minha Tertúlia, viajei com meus kunds e vi um dos meus melhores amigos casar. Eu me mudei! Por mais que agora eu esteja perto da minha família e da minha melhor amiga de novo, mudar é doloroso. Acontece que nem tudo que é bom é fácil, e eu tô trabalhando isso.

Em 2011 eu também dei tapa na cara da sociedade e dei meu primeiro tapa na cara de alguém. Recomendo as coisas. E nos dois casos, violência gera ego massageado, isso sim.

Eu tentei amar uma pessoa que me amou, por acreditar no amor, e amei de verdade uma pessoa que não quis tentar. Me fodi nos dois casos, lógico.

Me dei o direito de deixar de lado pessoas quem não acrescentavam mais nada na minha vida, só que eu não domino a arte do Let it be, e isso foi doloroso.

Conheci o espiritismo, que tem me ajudado a passar por tudo isso. Imagina se não!

Agora, eu poderia terminar o texto pedindo pra 2012 ser um ano melhor. Não, EU quero ser uma pessoa melhor. Eu quero saber como conduzir a minha vida ao meu favor. Serenidade pra entender o que eu não posso mudar, coragem pra mudar o que eu posso e sabedoria pra entender a diferença. É isso que eu mais quero em 2012.

Um beijão a todos que estiveram comigo em 2011, me apoiando e estando do meu lado mesmo com todas essas catástrofes. Feliz 2012 pra vocês!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Corre!


Sabe quando você parece que tá correndo uma distância sem fim, fica imaginando que uma hora vai acabar, mas não quer parar nem um minutinho pra beber água, mesmo depois de horas? E daí, quando seu organismo te força a parar, você meio que fica zonza?

Tá. Eu e minhas micro metáforas falidas, né?
Mas eu continuo elétrica. Sei lá de onde eu tiro forças, na verdade, com Murphy aqui, atuando perfeitamente na minha vida.

Eu não costumava ter dores de cabeça, e agora é uma constante.
Continuo com a mania de querer dar conta de tudo, cuidar de todos e me colocar em último lugar. É, não tem lição de moral que faça isso mudar assim, tão fácil. Eu já disse que deixando bem os que estão ao meu redor, eu fico bem, né? O meu lado egoísta tá sempre socializando com todo mundo.

Tem o quê, 2 meses que eu não posto aqui? As novidades não são absurdas como costumavam ser. E não mudou muita coisa, na verdade.
O Pulsante continua sendo um ponteiro involuntário, mas eu tenho roubado dele, viu? Dou corda, adiando e atrasando quando me convém. Eu aprendi a ser meio malandra com ele!

Do mais, eu continuo correndo, não sei por onde, mas eu sei exatamente onde quero chegar!

E ah, Feliz Natal pra quem lê o blog!
Depois eu faço as minhas considerações de 2011!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Como seria?

Eu poderia ter nascido bicicleta. Não saberia onde me levariam, mas teria a certeza que iriam curtir e cuidar de mim pra chegar lá com cuidado. Eu gosto de me sentir útil e fazer as pessoas felizes! Eu me sinto feliz assim.

Quem sabe um desenho animado, que tem uma história bonita pra contar no final, daqueles que as pessoas querem ver sempre!

Uma particular de água da nascente de um lugar beeem longe! Uma coisa tão simples e tão importante e bonita pra quem consegue chegar lá.


Sendo bem egoísta, se eu soubesse que é comum aos seres humanos criar expectativas, eu confesso que preferiria ter nascido brócolis, pra não sofrer desse mal.


Tudo, tudo menos, menos ser um chiclete, como eu já escrevi aqui.